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O estado do Rio de Janeiro registrou 211 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ). O número já supera as 119 confirmações registradas durante todo o ano de 2025.
Na capital fluminense, a situação também chama a atenção. Foram 74 casos confirmados nos últimos dois meses, aproximadamente sete vezes mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados dez casos.
Diante do aumento, o Ministério da Saúde anunciou o reforço no envio de vacinas contra a doença para o estado. Em todo o Brasil, foram contabilizados 665 casos em 2026, conforme os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
Como ocorre a transmissão?
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões, feridas ou erupções na pele de uma pessoa infectada.
O vírus também pode ser transmitido pelo contato com secreções corporais, como sangue, pus e saliva, além do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais.
O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode representar uma forma de transmissão.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas podem aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias.
Entre os principais sinais estão:
- Erupções, manchas ou feridas na pele;
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares e no corpo;
- Ínguas (gânglios inchados);
- Calafrios;
- Fraqueza.
As lesões podem começar no rosto e se espalhar para outras regiões do corpo, incluindo mãos, pés e órgãos genitais. Inicialmente, podem surgir como manchas e evoluir para bolhas com líquido, que podem provocar dor ou coceira.
Existe tratamento e vacina?
O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas, aos cuidados com as lesões e à prevenção de complicações. A maioria das pessoas se recupera em um período de duas a quatro semanas.
A vacinação é recomendada para grupos específicos considerados de maior risco, conforme as orientações das autoridades de saúde. Também pode ser indicada após exposição ao vírus, preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato.
Quando procurar atendimento médico?
A orientação é procurar uma unidade de saúde caso apareçam lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas, ou quando houver contato próximo com alguém que tenha suspeita ou confirmação da doença.
Gestantes, crianças, idosos, pessoas vivendo com HIV/aids, transplantados e pacientes oncológicos precisam de atenção especial.
As autoridades de saúde reforçam a importância da informação, da prevenção e da procura por atendimento diante de sintomas suspeitos, evitando também o preconceito e a discriminação contra pessoas infectadas.
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