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A camisa 10 da Seleção Brasileira já tem novo dono. Depois da saída de Neymar, Raphinha será o responsável por vestir o número que acompanhou o principal jogador brasileiro da última geração. A escolha acontece em um momento em que o atacante do Barcelona chega para a primeira Data Fifa do novo ciclo em alta e com números que ajudam a explicar a decisão.
Aos 29 anos, Raphinha atravessa um início de temporada especial pelo Barcelona. Em oito partidas disputadas em 2026/27, o brasileiro marcou 14 gols e deu três assistências. São 17 participações diretas em gols, números que o colocam como um dos principais destaques do futebol europeu neste começo de temporada.
O desempenho ganhou ainda mais peso pela mudança de função promovida pelo técnico Hansi Flick. Acostumado a atuar aberto pelos lados do campo, Raphinha passou a ser utilizado como referência do ataque, na função de centroavante. A mudança ocorreu após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres e transformou o brasileiro em uma espécie de camisa 9 no Barcelona.
A resposta veio dentro de campo. Raphinha marcou dois hat-tricks em sequência, contra Racing Santander e Sevilla, e alcançou 14 gols em apenas oito
jogos. O início é o melhor de um jogador na história do Barcelona até esta altura de uma temporada, superando marcas importantes do clube.
A nova função também amplia as possibilidades para Carlo Ancelotti. Na Seleção, Raphinha já não chega apenas como um atacante de lado capaz de participar da construção das jogadas. O jogador também pode oferecer uma alternativa como referência mais centralizada, característica que ganhou força justamente no Barcelona.
A camisa 10, portanto, chega em um momento de transformação. Neymar deixou de fazer parte dos planos da
Seleção, enquanto Vini Jr. mantém a identificação com o número 7, conforme o Lance! antecipou na última quarta-feira (23). Raphinha, por outro lado, assume um símbolo que passa a representar uma nova etapa da equipe de Ancelotti.
O atacante também chega ao novo ciclo com uma história recente de frustração para superar. Na Copa do Mundo de 2026, uma lesão muscular sofrida contra o Haiti limitou sua participação no torneio. Raphinha disputou apenas 130 minutos e não conseguiu ter a sequência que esperava.
Agora, a situação é outra. Capitão do Barcelona nesta temporada e protagonista do time catalão, Raphinha retorna à
Seleçãocomo um dos jogadores mais experientes do grupo e com uma responsabilidade adicional: vestir a camisa que Neymar deixou.
O primeiro desafio será nesta sexta-feira (25), às 7h (de Brasília), contra a Austrália, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Depois, Brasil e Austrália voltam a se enfrentar no dia 29, no Suncorp Stadium, em Brisbane. A sequência termina em 3 de outubro, contra a Índia, no estádio Salt Lake, em Calcutá.
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A primeira Data Fifa depois da Copa, portanto, começa com uma mudança simbólica e esportiva. Raphinha recebe a 10 que foi de Neymar e chega para o novo ciclo em uma função diferente no Barcelona, com números de artilheiro e uma nova responsabilidade na Seleção Brasileira.
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