Durante muitos anos, controlar o colesterol significava acompanhar os resultados dos exames laboratoriais e buscar a redução dos índices considerados elevados. Hoje, a cardiologia adota uma abordagem mais abrangente. O colesterol continua sendo um importante indicador da saúde cardiovascular, mas deixou de ser o único parâmetro utilizado para definir o tratamento.

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A evolução do conhecimento científico mostrou que pessoas com níveis semelhantes de colesterol podem apresentar riscos diferentes para desenvolver doenças cardiovasculares. Por isso, as decisões médicas passaram a considerar um conjunto de fatores que permite uma avaliação mais precisa de cada paciente.

Segundo o cardiologista Luís Fernando Barone (CRM/SP 83.556), da Santa Casa de Piracicaba, esse é um dos principais avanços da cardiologia nas últimas décadas. "Hoje, não tratamos apenas um resultado de exame. Avaliamos a pessoa de forma global. Idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar, obesidade e estilo de vida influenciam diretamente o risco cardiovascular e determinam a melhor estratégia para cada paciente."

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Essa mudança fez com que o tratamento deixasse de seguir um modelo único. Atualmente, as metas de colesterol são individualizadas, conforme a probabilidade de cada pessoa desenvolver problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças relacionadas ao comprometimento das artérias.

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Outro conceito que também evoluiu é a relação entre alimentação e colesterol. Embora uma dieta equilibrada continue sendo um dos pilares do tratamento, ela não é o único fator envolvido. "O colesterol elevado nem sempre está relacionado exclusivamente aos hábitos alimentares. A predisposição genética, alterações hormonais, doenças metabólicas, sedentarismo e o envelhecimento também influenciam os níveis de colesterol. Por isso, cada caso precisa ser avaliado individualmente."

Os avanços também chegaram às opções terapêuticas. Além das mudanças no estilo de vida, a medicina dispõe de medicamentos mais eficazes e seguros, permitindo um controle mais eficiente do risco cardiovascular. Na Santa Casa de Piracicaba, o atendimento cardiológico acompanha essa evolução, reunindo avaliação clínica especializada, exames diagnósticos e definição individualizada das melhores estratégias para cada paciente.

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Segundo o especialista, a grande mudança está na forma como a medicina passou a enxergar o colesterol. Mais do que atingir um número ideal no exame, o objetivo é reduzir o risco de infarto, AVC e outras complicações cardiovasculares, preservando a saúde e a qualidade de vida.

"A pergunta mais importante deixou de ser 'qual é o colesterol do paciente?' e passou a ser 'qual é o risco cardiovascular dessa pessoa?'. É essa resposta que orienta as decisões médicas e torna o tratamento mais preciso e eficaz", conclui.

FONTE/CRÉDITOS: Santa Casa De Piracicaba