As ações implantadas pelos Governo de São Paulo para monitorar os mananciais e garantir o abastecimento de água para a população completaram um ano com a marca de 193 bilhões de litros de água economizados. O volume é o suficiente para abastecer uma população de 33 milhões de pessoas por 30 dias, o equivalente a mais de duas vezes o número de moradores da cidade de São Paulo. Ele representa ainda o mesmo volume gerado por um ano pelo quarto maior sistema de captação e tratamento de água da Sabesp, o Sistema Rio Grande. 

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A economia de água foi possível após a implantação da Gestão de Demanda Noturna (GDN), anunciada em deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) que contou com trabalho conjunto da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) no âmbito do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica.

A deliberação determina que a Sabesp reduza a pressão na rede de água da Região Metropolitana de São Paulo com base no monitoramento dos níveis do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne os sistemas produtores de água do estado. A medida tem o objetivo de preservar os níveis das represas no período de baixo volume de chuvas, permitindo volumes seguros para atender a toda população.

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  A GDN teve início em 27 de agosto de 2025 em toda a Região Metropolitana de São Paulo, das 21h às 5h, e foi ampliada em setembro do mesmo ano, quando passou a ocorrer durante o período das 19h às 5h. Em agosto de 2026, a melhora das condições dos mananciais, impulsionada pelas chuvas, somada aos resultados das medidas de segurança hídrica, permitiu a redução de dez para oito horas, e a Gestão da Demanda Noturna voltou a ocorrer das 21h às 5h.

 A retomada do período de oito horas mostra como o acompanhamento dos mananciais e as ações adotadas ajudam a preservar a água disponível.

Mais resiliência 

Além de acompanhar diariamente a situação dos reservatórios, o Governo também monitora o avanço de obras essenciais para a ampliação da resiliência da Região Metropolitana de São Paulo. 

 Entre as entregas já realizadas pela Sabesp estão a Transferência Itapanhaú, com acréscimo de 2 mil litros por segundo de água bruta e investimento de R$ 161 milhões, e a Transferência Guaratuba, com aumento de 200 litros por segundo e aporte de R$ 10 milhões. Também estão sendo investidos R$ 525 milhões na implantação de 31 reservatórios em 24 centros de reservação da Região Metropolitana de São Paulo, aumentando em 202.500 metros cúbicos essa capacidade. Essas obras se somam a outras iniciativas já em operação que contribuem para ampliar a oferta hídrica, como as interligações entre sistemas produtores da Região Metropolitana de São Paulo, as ampliações realizadas nos sistemas Cantareira e Alto Tietê, além do Aquapolo, referência em reuso de água para fins industriais.

Até dezembro de 2026, estão previstos o tratamento por membrana na ETA Rio Grande, com ganho de 500 litros por segundo e investimento de R$ 95 milhões e o retrofit da ETA Baixo Cotia, com ampliação de mil litros por segundo e aporte de R$ 357 milhões. Para 2027 está programada a conclusão da Transposição Billings-Taiaçupeba, que adicionará 4 mil litros por segundo de água bruta, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

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Além dessas ações, desde 2024, a Sabesp investe cerca de R$1 bilhão por ano no combate às perdas, com previsão de R$9,7 bilhões até 2029. As iniciativas incluem a renovação e modernização das redes e a adoção de novas tecnologias, combinando investimentos, inovação e inteligência operacional para ampliar a eficiência e fortalecer a segurança hídrica. 

FONTE/CRÉDITOS: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo