Espaço para comunicar erros nesta postagem
O futebol tem suas particularidades e coincidências. Quis o destino que a Espanha, assim como em 2010, conquistasse seu bicampeonato também na prorrogação, com um gol solitário de um jogador do Barcelona. O pé direito de Iniesta deu lugar ao esquerdo de Ferran Torres, e a Fúria voltou ao topo do mundo 16 anos depois.
Uma campanha invicta: um empate na estreia contra o valente Cabo Verde, seguido de sete vitórias, sendo três sobre outros favoritos ao título (Portugal, França e Argentina), e uma superioridade evidente nos confrontos.
O trabalho de De la Fuente por trás do título da Espanha
O bicampeonato foi construído a partir de um trabalho de controle e paciência feito por Luis de la Fuente, com ênfase no mesmo setor que se sobressaía em 2010: o meio-campo. Busquets, Xavi e Xabi Alonso deram lugar a Fabián Ruiz, Rodri e Dani Olmo. Em uma época em que o físico se sobressai e se impõe, a qualidade para se ter a posse e esconder a bola do adversário foi a principal arma espanhola para neutralizar os adversários na competição. Tanto que foi a melhor defesa da Copa, consagrando Unai Simón, que sofreu apenas um gol nas oito partidas disputadas.
Mais do que repetir a conquista de 2010, a Espanha mostrou que soube se reinventar sem abrir mão da própria identidade. Em um futebol cada vez mais acelerado e físico, voltou a provar que organização, inteligência e domínio da posse continuam sendo caminhos viáveis para chegar ao topo.
Dezesseis anos depois, a Fúria recupera o posto de campeã do mundo com uma nova geração, mas com a mesma essência que a transformou em referência no futebol mundial.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se