A medida estabelece uma taxa de 25% sobre uma série de mercadorias exportadas pelo Brasil, podendo atingir bilhões de dólares em vendas ao mercado norte-americano.

Segundo estimativas, entre 18% e 23% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos podem ser afetadas pelas novas tarifas. Em alguns casos, determinados produtos ainda poderão sofrer cobranças adicionais, elevando a taxação total para até 37,5%. 

Entre os setores que mais preocupam estão os de máquinas, madeira, etanol, vestuário e calçados. A indústria calçadista, por exemplo, já projeta redução nas exportações e teme impactos sobre empregos caso não haja uma renegociação das medidas. Alguns produtos estratégicos, como café, carne bovina e componentes aeronáuticos, ficaram de fora da nova cobrança. 

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Especialistas avaliam que, além da redução nas exportações, a medida pode gerar insegurança para empresas que dependem do mercado norte-americano, afetando investimentos e a competitividade da indústria brasileira. O governo federal informou que busca alternativas diplomáticas e novos mercados para minimizar os efeitos das tarifas. 

Embora Piracicaba não esteja entre os principais polos exportadores diretamente citados, o município possui forte presença industrial e empresas integradas às cadeias de fornecimento nacionais. Dessa forma, eventuais desacelerações nas exportações podem refletir, de forma indireta, sobre a produção, os investimentos e a geração de empregos na região.

A expectativa é que o governo brasileiro continue negociando com as autoridades norte-americanas para reduzir os impactos sobre o comércio bilateral e preservar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

FONTE/CRÉDITOS: Informativo Piracicaba