Espaço para comunicar erros nesta postagem
Por volta de 1950, quando os pacientes e médicos pneumologistas começaram a sentir os efeitos do fumo intenso, incentivado durante a segunda grande guerra e na pós-guerra; sintomas e sinais de falta de ar, pouco fôlego, tosse seca, tosse produtiva, chiado no peito foram denominados de “Doença do cigarro”, ou seja, enfisema nos Estados Unidos e de bronquite na Inglaterra com períodos de agudização no inverno.
Pouco tempo depois atribuiu-se a “Doença do cigarro” em dois tipos de manifestações associado ao tipo físico ; longilíneos fumantes tinham enfisema pulmonar e brevilíneos tabagistas apresentam bronquite crônica, enfisematosos eram magros, altos e com tosse seca, os bronquíticos geralmente em gordinhos de baixa estatura e com tosse produtiva, ambos tinham falta de ar. Alguns cientistas médicos associaram estas doenças e deram o nome de DPOC (Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas) e suspeitaram que alem do tabagismo, estes pacientes também eram portadores de asma brônquica alérgica.
Em 1958, foi publicado em diversas revistas medicas controvérsias sobre relações entre a “Doença do cigarro” e a asma brônquica alérgica, explicando-se que nos casos de asma grave a evolução da doença asmática durante muitos anos, estes pacientes desenvolveriam então bronquite crônica, por remodulação das estruturas do pulmão mesmo sem nunca terem fumado; por volta de 1970, depois de muito debate, a asma foi retirada do grupo DPOC, assumindo sua individualidade, devido sua resposta broncodilatadora com o uso das medicações beta 2 agonista, o qual pouco resultado estas medicações apresentavam nos casos de DPOC (mas nos dias de hoje, os broncodilatadores modernos e de longa ação melhoraram a qualidade de vida dos pacientes com DPOC).
Depois de muita pesquisa cientifica e controvérsias acadêmicas, hoje conseguimos por meios médicos de diagnostico, utilizando-se exames de prova de função pulmonar e tomografia de tórax de alta resolução, quantificar e classificar cada uma destas doenças, enfisema, bronquite crônica e asma brônquica.
No final do século XX, um grande projeto chamado GOLD (Global iniciative for obstrutive lung disease=iniciativa global para tratamento da obstrução pulmonar), contribuiu muito para introduzir o conceito da necessidade da avaliação funcional respiratória desses pacientes como modo de diagnostico e acompanhamento clinico durante o tratamento, pois antes do projeto Gold, o diagnostico era feito apenas com dados da historia clinica (para bronquite crônica e asma) e raio x simples de tórax (para enfisema pulmonar), hoje o diagnostico é precoce, muito mais preciso e o tratamento bastante eficaz desde que seja feito por médico especialista ou com treinamento técnico profundo da área de DPOC e asma.
Nossas notícias
no celular