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O Governo de São Paulo está ampliando de 18 para 58 o número de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) com funcionamento 24 horas para reforçar o atendimento especializado às mulheres em todas as regiões do Estado. A iniciativa faz parte de um planejamento da Polícia Civil que leva em conta critérios técnicos, como volume de registros de violência contra a mulher, densidade demográfica e necessidades identificadas em cada região, para decidir onde o serviço ininterrupto é mais necessário.
Até o final de setembro, 17 DDMs entram em funcionamento com horário expandido. Em agosto, o serviço foi ampliado nas unidades de Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo, Taubaté, Bragança Paulista, Jaboticabal, Praia Grande, Adamantina e Andradina. Em setembro, a ampliação chegou a Jacareí, Matão, Marília, Monte Aprazível, Botucatu, Itapetininga, Birigui e Diadema. Registro também passa a ter DDM 24 horas no dia 30. “A expansão vem sendo feita de forma planejada, com adequação das estruturas físicas e organização da equipe necessária para manter o atendimento ininterrupto em cada uma das cidades”, afirmou o secretário da Segurança Publica do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, nesta quinta-feira (17), durante visita à DDM 24h de Mogi das Cruzes.
A DDM de Mogi das Cruzes passou a funcionar 24 horas por dia desde 27 de agosto deste ano. A unidade tem uma sede nova, inaugurada no início do ano, para oferecer um atendimento mais acolhedor às mulheres. A mudança amplia o acesso das vítimas ao atendimento especializado na região. No Grande ABC, a expansão segue avançando: São Bernardo do Campo e Barueri já operam 24 horas e Diadema acaba de passar a contar com o mesmo modelo.
Com a ampliação do funcionamento em 17 unidades, 35 das 144 DDMs passarão a atender 24 horas por dia até o fim de setembro. Até o final do ano, a previsão é de que 58 Delegacias da Mulher funcionem ininterruptamente, um aumento de 222% desde julho.
"Estamos reforçando o efetivo da Polícia Civil e ampliando o atendimento especializado para que a mulher tenha onde procurar ajuda e encontre uma resposta do Estado. O combate à violência doméstica exige presença, investigação e proteção”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.
A secretária especial de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destacou o reforço do Estado na proteção às mulheres e a desburocratização do registro do boletim de ocorrência, que também pode ser feito sem sair de casa, por meio das 235 DDMs Online e do aplicativo SP Mulher Segura.
Rede de proteção às mulheres
O Governo de São Paulo mantém uma rede integrada de atendimento às vítimas de violência, com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e mais de 1,6 mil policiais nas unidades físicas especializadas. O atendimento também está disponível 24 horas pelos canais digitais, por meio da DDM Online e do aplicativo SP Mulher Segura, além do 190 para situações de emergência.
A estrutura inclui ainda 11 Cabines Lilás nos Centros de Operações da Polícia Militar, a Patrulha SP Mulher Segura e as Salas Lilás nos IMLs. Entre janeiro e agosto de 2026, mais de 12,7 mil agressores foram presos por violência doméstica, aumento de 26,8% na comparação com o mesmo período de 2025, e 306 são monitorados por tornozeleira eletrônica. Desde a implantação, a Cabine Lilás já realizou mais de 36,6 mil atendimentos e contribuiu para 157 prisões em flagrante por descumprimento de medidas protetivas.
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