O São Paulo começou a atuar nos bastidores jurídicos para tentar arquivar a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre suspeitas de gestão temerária. A informação foi antecipada pelo "Globo Esporte" e o Lance! teve acesso a todos os documentos, que estão sob segredo de justiça.
O recurso foi protocolado no fim de abril e questiona a própria condução do procedimento. No recurso apresentado, o São Paulo contesta tanto a instauração quanto a ampliação do inquérito civil conduzido pelo Ministério Público.
O clube argumenta que, por ser uma entidade privada e não utilizar recursos públicos, a atuação do órgão deveria ser limitada, especialmente em relação a temas internos de gestão. Com base nisso, pede o arquivamento do procedimento por entender que não há justa causa para sua continuidade.
Como alternativa, caso o inquérito não seja encerrado, solicita que o escopo da investigação seja restringido aos pontos originais definidos na abertura do processo, excluindo assuntos que, na avaliação da defesa, fogem à competência da Promotoria.
O São Paulo também faz críticas à condução do inquérito, alegando que o procedimento teria se transformado em um espaço de disputa política interna. O clube questiona a inclusão de temas que considera alheios à competência do Ministério Público, como questões relacionadas a uniforme, relações pessoais entre dirigentes e aspectos da estrutura interna. Na avaliação da defesa, esses assuntos deveriam ser tratados pelos próprios órgãos do clube ou, quando cabível, pela Justiça comum, e não no âmbito do inquérito civil - segundo diz os argumentos nos documentos acessados.
Casares também entrou com pedido de arquivamento do caso
Julio Casares, que tem sido alvo de diversas investigações desde seu processo de impeachment até sua renúncia como presidente do São Paulo, também entrou na história.
A defesa de Julio Casares segue a mesma linha adotada pelo São Paulo no recurso e sustenta que as suspeitas não se apoiam em provas concretas. Segundo o posicionamento, o caso teria origem em disputas políticas internas, com base em interpretações de reportagens publicadas sobre o caso.
Além disso, Casares argumenta que as decisões administrativas e financeiras do clube não são tomadas de forma individual, mas passam por órgãos colegiados previstos no estatuto, reforçando o entendimento de que o tema deveria ser tratado internamente, sem a necessidade de intervenção externa.

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