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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registrou mais de 2,5 milhões de doses aplicadas da vacina contra o sarampo durante o mês de agosto. Somente na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, que adotaram uma estratégia ampliada de vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos, foram aplicadas 2,4 milhões de doses: 2 milhões na capital, 230,1 mil em Guarulhos e 169,5 mil em São Bernardo do Campo.
Esta terça-feira (1º) é o último dia da Campanha de Multivacinação, realizada em todo o estado para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Também termina nesta terça a estratégia ampliada contra o sarampo nos três municípios.
Mesmo com o encerramento das campanhas, as vacinas continuam disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de acordo com o calendário de rotina. A orientação é procurar a unidade mais próxima para verificar e atualizar a situação vacinal (confira o esquema vacinal completo abaixo).
“Essa mobilização mostra a capacidade de resposta da rede pública. A vacinação, aliada ao monitoramento dos casos e à comunicação clara com a população, é fundamental para interromper a transmissão e ampliar a proteção”, afirma José Elisomar Santana, diretor de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE-SP).
SP soma 28 casos
O balanço epidemiológico foi atualizado para 28 casos de sarampo em 2026, após a inclusão, nesta terça-feira, de dois casos registrados na capital: uma criança menor de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos. Ambos foram notificados em julho e agosto, e estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde então. As amostras foram processadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que divulgou os resultados laboratoriais agora.
Dos 28 casos registrados no estado neste ano, 25 ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Até o momento, 20 pacientes não tinham registro de vacinação contra a doença ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Ao todo, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado de São Paulo em 2026. A primeira, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados confirmados, foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.
As cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem sob acompanhamento dos grupos de vigilância epidemiológica estadual e municipais. As equipes investigam os casos, identificam e monitoram as pessoas que tiveram contato com os pacientes e avaliam, diante de suspeitas ou confirmações, a necessidade de vacinação e de outras medidas para interromper a circulação do vírus.
Quem deve se vacinar contra o sarampo
Mesmo com o encerramento das campanhas, a vacinação de rotina contra o sarampo continua nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Confira o esquema de vacinação indicado para cada público:
CriançasAos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo
Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anosDevem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúdeDevem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebêsA dose zero da vacina tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A dose zero também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância, e não substitui as previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
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