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Os tumores de cabeça e pescoço estão entre os tipos de câncer que mais evoluíram nas últimas décadas em relação às possibilidades terapêuticas. O desenvolvimento de cirurgias mais precisas, radioterapia de alta tecnologia, tratamentos sistêmicos e a atuação integrada de equipes multiprofissionais têm permitido resultados cada vez mais eficazes, com maior preservação da fala, da deglutição, da respiração e da qualidade de vida dos pacientes.
Apesar desses avanços, o diagnóstico tardio ainda representa um dos principais desafios. Muitos pacientes chegam aos serviços especializados com a doença em estágio avançado, reduzindo as opções terapêuticas e aumentando a complexidade do tratamento.
No Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho, o CECAN – Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba reforça a importância do reconhecimento precoce dos sinais de alerta e do acesso rápido a centros especializados.
Segundo o oncologista Daniel Modolo, os principais fatores de risco continuam sendo o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a infecção pelo HPV e a exposição solar prolongada, especialmente nos casos de câncer de lábio. Feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sintomas que exigem avaliação médica.
"Quando o diagnóstico é realizado nas fases iniciais, ampliamos significativamente as possibilidades de tratamentos menos agressivos e com maior preservação funcional. Hoje, nosso objetivo não é apenas remover o tumor, mas manter a qualidade de vida do paciente sempre que possível", afirma.
Referência regional em oncologia, o CECAN reúne uma estrutura de alta complexidade para diagnóstico e tratamento do câncer, integrando oncologia clínica, radioterapia, quimioterapia, enfermagem especializada, nutrição, psicologia e outros profissionais que acompanham o paciente em todas as etapas do tratamento.
Essa atuação multidisciplinar permite que cada caso seja discutido de forma individualizada, definindo a estratégia terapêutica mais adequada conforme as características do tumor e as condições clínicas de cada paciente.
"O tratamento do câncer de cabeça e pescoço tornou-se cada vez mais personalizado. A integração entre diferentes especialidades e a incorporação de novas tecnologias permitem oferecer tratamentos mais precisos, seguros e eficazes, sempre com foco na preservação da funcionalidade e da qualidade de vida", conclui o Daniel Modolo.
Publicado por:
Patrick Taylor
Cristão, Esposo, Pai, Empresário, Jornalista, Publicitário, Designer Gráfico, Programador
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