Assim como a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, simbolizou o colapso de uma fortaleza que parecia intransponível e marcou o início do declínio do poder absoluto na França, a seleção espanhola derrubou, justamente em 14 de julho, a resistência francesa em Dallas. Diante do superataque da Copa do Mundo, a Espanha cercou, pressionou e encontrou as brechas para vencer por 2 a 0, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, garantindo vaga na final da Copa do Mundo.

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A equipe de Luis de la Fuente controlou as ações do início ao fim, neutralizou Mbappé, Dembélé e Olise e viu a defesa francesa ruir após a saída de William Saliba, cuja substituição abriu caminho para a falha de Maxence Lacroix no segundo gol — uma queda simbólica de uma fortaleza que, até então, parecia difícil de ser conquistada.

Espanha assume o controle

A Espanha tomou a iniciativa desde os primeiros minutos. Com Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo no meio-campo, a equipe trocou passes no campo ofensivo e tentou empurrar a França para perto da própria área. Os franceses apostavam em um jogo mais vertical. A ideia era recuperar a bola e acelerar rapidamente na direção de Mbappé, principalmente nos espaços às costas de Pedro Porro.

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A Espanha abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. Lucas Digne tentou afastar uma bola dentro da área, não percebeu a aproximação de Lamine Yamal e acertou um chute no atacante espanhol. O árbitro marcou pênalti. Oyarzabal cobrou firme no canto esquerdo. Mike Maignan acertou o lado, mas não conseguiu alcançar.

Pouco depois do gol, a França recebeu outro golpe. Saliba caiu sozinho no gramado e pediu atendimento médico. O defensor já convivia com dores nas costas antes do início da Copa e não conseguiu permanecer na partida. Aos 30 minutos, Lacroix entrou em seu lugar.

Sem um dos pilares defensivos, a França passou a sofrer ainda mais com a movimentação do ataque espanhol. Aos 37, a pressão alta da Roja quase resultou no segundo gol. Yamal e Dani Olmo tabelaram na entrada da área, e Fabián Ruiz recebeu na pequena área. Upamecano apareceu no momento exato para bloquear.

Espanha mata o jogo na etapa final

Deschamps colocou Manu Koné no lugar de Rabiot no intervalo. Depois, promoveu a entrada de Désiré Doué na vaga de Barcola. As mudanças não alteraram o cenário. A Espanha chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Pedro Porro tabelou com Dani Olmo, infiltrou pelo lado direito da área e recebeu livre. O lateral tocou na saída de Maignan para fazer 2 a 0. No lance, Lacroix acompanhou apenas a bola e deixou Porro entrar livre na área francesa.

Deschamps colocou Rayan Cherki e Theo Hernández nas vagas de Olise e Digne. A França aumentou a presença ofensiva, mas continuou sem conseguir transformar a pressão em gol. A melhor oportunidade francesa apareceu aos 36 minutos. Mbappé foi lançado nas costas da defesa, e Unai Simón deixou o gol para fazer o corte. A sobra ficou com Doué, que tinha a meta desprotegida. O jovem ajeitou o corpo e tentou finalizar de longa distância, mas bateu fraco. O goleiro espanhol conseguiu se recuperar e fez a defesa.

A Espanha administrou os minutos finais, manteve a França distante de uma reação e confirmou a classificação para a decisão do Mundial.

Próximo jogo

A Espanha aguarda o vencedor de Argentina x Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), pela outra semifinal. A final da Copa do Mundo será disputada no domingo (19). A França, por sua vez, jogará a disputa do terceiro lugar no sábado (18).

FONTE/CRÉDITOS: Site Lance